quarta-feira, 10 de setembro de 2008

medo!

Querido medo!


Estou cheia de você. Que tal dar um tempo? Você aparece de mansinho como quem não quer nada, na maior cara de pau, com um sorrisinho amarelo de quem quer só fazer uma visitinha, mas eu te conheço de longa data e sei muito bem como é que funciona, quando menos espero você ja está lá instalado, com suas roupas jogadas no meu banheiro, com uma pilha de louça em cima da minha pia, fazendo conjecturas sobre a política financeira, a globalização e o risco que é viver, tentando me por neurótica com suas idéias pessimistas e seu mau gosto trágico.

Então resolvi: ou você vai embora numa boa sem maiores traumas ou vou relatar para todo mundo seu passado e olha que sou boa nisso, lembro muito bem de sua infância, até daquela vez que você pegou piolho e raspou todo o cabelo eu me recordo. Embora você seja como uma pessoa da família, pois impõe sua presença quando menos espero, participando de tudo, criticando tudo e principalmente minando todos os belos momentos com seus comentários preventivos, vou te pedir educadamente, dá um tempo, faz uma viagem, vai conhecer novas pessoas, recicle suas idéias, tente evoluir, porque realmente, querido Medo, você me dá muito medo.

Sem mais, Eu.

3 comentários:

Mauricio Neves disse...

Eu também tenho muito medo. Esse cara não tem desconfiômetro, ninguém convida e ele chega pra ficar... O, sujeitinho desagradável!

Nana disse...

Deixa Mau vamos fazer uma espera e pega-lo de surprise, juntos somos mais fortes ele que se cuide.

Mani disse...

Muito bem. o medo tem que sumir, nem que nao queira...